domingo, 20 de junho de 2010

Direito de descobrir o que há do outro lado da linha

Durante um papo familiar aonde comecei a analisar certos pontos e logo tudo isso me trouxe a esse Post. Falávamos sobre oportunidades, sobre a dificuldade que nos humanos tememos correr riscos e isso pode nos livrar de alguns sofrimentos e quem sabe de algumas alegrias.
Essa conversa segue a amplitude de todas as análises que se passam e repassam por essa minha cabecinha confusa. 


Sim, na semana passada, por exemplo, consegui para um amigo a oportunidade de virar a mesa, deixar o trabalho exaustivo (assédio moral ao extremo) e poder trabalhar em  um lugar aonde seria respeitado e seria querido por todos. Depois de sofrer pensando ele disse: NÃO!


Agora sigo o exemplo de duas amigas muito próximas. Elas são jovens, lindas, inteligentes e elas estão presas em relacionamentos sem muitas perspectivas, relacionamentos onde não existe uma visão ampla do amanhã. Simplesmente a comodidade as cegaram e assim não conseguem querer saber como seriam de outra forma. Uma nunca namorou, outra já esta noiva. A mais jovem se prende em casa ou em programas ditos como “caseiros/monótonos” – pessoas, eu me refiro ao fato delas não se permitirem querer saber o que existe do outro lado da linha ou simplesmente não se permitem.


Hoje posso falar abertamente sobre esses dois pontos tão distintos, mas que seguem “estranhamente” uma mesma linha de raciocínio. Às vezes em alguns momentos em nossa vida nos falta ambição. Refiro-me a boa ambição, aquela que nos faz querer crescer, melhorar e com isso seguir progredindo e nos tornando alguém melhor a cada dia.
Sei que cada caso é um caso, mas o resumo é o mesmo: arriscar é preciso em alguns momentos e isso nos faz sentir vivos. Vivos!
Não podemos nos deixar levar pelo tranqüilo, pelo sereno ou seguro... Isso é chato, monótono e assim morremos diante do mundo que corre em uma velocidade que desse jeito parados não conseguimos acompanhar. Estacionamos em um tempo de marasmo e logo estamos velhos e perdidos sem termos pra onde correr.


Por isso vire a mesa, grite ao mundo que você tem o direito de ser melhor. Diga aquilo que você precisa a você mesmo e logo mude de trabalho, de namorado, noivo, marido e tome um banho quente, arrume o cabelo, perfume-se e curta essa festa como se fosse à primeira depois dos seus quinze anos. Se de o direito de viver tudo (“novo”) de novo e não importa se tem hoje 18, 19, 20, 27 ou quarenta e poucos ou muitos anos – Just live your life!
Pegue as oportunidades, pois o ruim disso tudo é que as oportunidades são únicas.
Assumir a minha homossexualidade não foi fácil, não é fácil e quem diz que é: esta mentindo. Tive que me assumir para mim mesmo, me colocar em teste e com isso me permitir vivenciar tudo para depois sim poder colocar na balança e assim poder decidir o que era bom ou não para minha vida. Continuar mentindo e fazendo “aparentemente” a sociedade feliz? NÃO!


Não, preferi falar, gritar e ser feliz!
Mudei de trabalho, mudei de amigos, mudei de vida, mudei de namoradas para namorados (risos), mas sigo com os meus novos/velhos princípios.
Aprendi que arriscar é preciso, simplesmente para nos sentirmos vivos e nos tornarmos pessoas melhores.


Deixo bem claro: longe de mim, querer terminar relacionamentos ou fazer de você um desempregado, mas esse Post tem o intuito de querer fazer você pensar: qual é a real razão de acordar todos os dias? O que você quer para o seu amanha?
Não deseje pouco para você, não merecemos isso.


O pouco não pode ser muito, se de o direito de descobrir o que há do outro lado da linha!


Boa semana.

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