Exigimos

Quando eu saio vejo você ali na esquina, parado como antes, quando ainda éramos um só. Vi que analisava algo como se isso te trouxesse respostas para algo. Algo que não me incluía, algo que desta vez eu não faria parte – não desta vez.


Eu deveria apreciar tudo isso como uma oportunidade, algo único e assim será. Num piscar de olhos o tempo corre e nos perdemos numa união, em uma verdade esclarecedora antes nunca vista – estranho, mas ao mesmo tempo maravilhoso, vivo e renovador.


Então o dia “D” chegou e nossas mãos se desenrolaram como nós, nos dando a tão sonhada liberdade – para ambos, assim o ciclo se fecharia e um novo estava prestes a começar. Não pensava que algo tão bom poderia ser tão sofrido e custoso – lágrimas e muita dor, mas enfim o FIM.


O FIM, mas péra ai; até ontem o fim não é questionado, comentado ou cogitado – eu explico: o fim não esta relacionado ao sentimento, não tem nada haver com sentimento, mas sim nos erros, mágoas, egocentrismos que não fazem mais parte de mim e nem de você.
Por fim, o fim sempre será o nosso (singular) recomeço. Algo tímido, como que se nascêssemos de novo, um novo caminho e uma nova estrada a percorrer.
Uma estrada sem culpas ou dividas – apenas vidas que seguem, que devem seguir.


Se passam alguns meses e aqui estamos nos deixando o Fim de lado e reatando os nós (antes amarrados com força), deveríamos perceber que os tais "tempos" eram apenas uma reclusão, algo necessário para atingirmos certos entendimentos - bons ou ruins!


Se é certo? Não sabemos.




Eu exijo!
Só tenho uma exigência: não me permito ficar brigado, de mau por isso ou aquilo..., somos adultos - "bem resolvidos", já se passaram tantos  meses, dias, horas... Idas e vindas!
Para alguma coisa toda essa metamorfose deve nos servir...




Será? Como será e se será...
Não sei...
Escrito em 23/03/10.

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