segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MAR/cos!

Sentado de frente para o mar eu fiquei, aguardando você com suas respostas – eu simplesmente não me fiz esperar por você, eu apenas deixei você aparecer por si e me fazer embarcar nessa viajem mar adentro. Minha mente seguia vazia de planos e ao mesmo tempo eu me permitia me fixar no horizonte, eu tentava a cada balanço do mar sentir o que me espera no outro lado do horizonte. Onde estará você, Marcos?

Você - Ser que ao desconhece a própria essência vai permitindo ser o mesmo menino frágil e tranquilamente ingênuo de todo sempre. Eu pensava que o termo amadurecer me faria deixar de lado algumas características antes vistas como “coisas da idade” hoje são sinônimos de uma fragilidade natural de um homem de vinte sete anos e o melhor/menos pior (sim, eu sei que esse termo é redundante) é que elas tendem a me acompanhar aos trinta e sete, quarenta e sete e eu gostaria que esses sentimentos parassem aos cinquenta... Por que se não já deixarão de ser chamados de fragilidades momentâneas para serem melancolias de um homem mal resolvido.


Não estou dizendo que você ao sessenta não possa acordar de mal com o mundo, me refiro ao fato que eu prezo estar um pouco mais centrado (se é que você me entende) nos próximos trinta anos – Pela amor de God!

O mar
Eu sempre temi o mar, sempre deixei claro que eu preferia não enfrentá-lo e o interessante é que ele sempre me tratou como igual: eu aqui e ele ali lindo e infinito. O engraçado é que eu começava conversando com ele, molhando os pés, cantando, molhando as canelas, sentindo a maresia que abria suavemente o peito do menino asmático e quando eu me dava conta já estava mergulhando lá no fundo... Os meus pés já perdiam o contato com a areia e eu me rendia aos braços da Mãe: seu cheiro é de um perfume inconfundível, seus cabelos negros sedosos e o seu colo... Ah, isso certamente é inigualável – quente, aconchegante e seguro.

A Mãe sempre me trouxe paz e um saudosismo de coisas estranhamente desconhecidas...
Nossas conversar, conselhos e carinhos sempre me trouxeram alívio, um rumo e era bem isso que eu preciso hoje de um carinho, de colo, sem cobranças, sem futilidades, sem apontar defeitos e nem virtudes – preciso do silêncio de um afago que só você sabe fazer... Mãe!

“Pois a alegria tem que tomar conta do lugar.

Que de maldades eu estou cheio e quero fantasia,

Porque sou filho de Ogum e de mãe Iemanjá.

Iemanjá vem lavar a nossa fé e Ogum pai do sol,
Ilumina o meu caminho eu quero viajar.”  Chimarruts.

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