quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Estamos Fechados


Ainda não consigo abrir a porta, às vezes eu abro-a suavemente porque a curiosidade mata esse ariano... Mas o medo fortalece a minha mão ao ponto de torcer a maçaneta não deixando que ninguém consiga abrir!

Quem perde? Eu, você, a minha vida... Eu!

Não quero acostumar a temer, mas ao mesmo tempo eu me sinto numa zona de conforto – um conforto solitário algumas vezes, mas estou me sentindo espaçoso aqui e gelado. Entenda que eu enfatizo que estou procurando alguma forma de me livrar dessas trancas, mas não é assim tão fácil.

Escuto batidas e vozes, muitas vezes forçam a tal porta como que se fossem arrebentá-la... Coloco-me contra e faço um jogo de corpo, para pesar a porta assim não permitindo que de alguma forma algo fuja do meu controle.

Estou Cansando
Estou cansado de ter controle sobre essa porta!
Quero ser mais rebelde e despreocupado...
Não quero temer, não quero mais recear.


Eu Quero
Na verdade eu quero sim, quero mais do que nunca me sentir completo novamente. Poder viver por alguém sem perder o respeito e o carinho por mim pelo que eu construí.
Eu quero abrir a porta, você pode me ajudar?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A ponta de faca

Ouvir/Falar/Ouvir/Silenciar
Você diz o que pensa assim quase que no automático e eu repasso um sorriso amarelo, para não constranger ainda mais o constrangido – mesmo tomando nos dedos, paro e penso qual seria a melhor atitude diante do ataque adverso, na verdade eu agia assim...

Eu não consigo mais me “imbecilizar” diante de opiniões, indagações e interjeições! Sai quase que ao natural a minha posição sobre tal atitude – o problema é o depois, o outro não sabe receber esse “feedback” assim com tanta respectividade.
Pense comigo... Porque ficarmos de frente com a indiferença quando o natural seria levar na maior naturalidade o que vem o teu próximo. Damos o direito de ouvir quando automaticamente nos damos o direito de falar o que pensamos – normalmente isso demonstra estima, preocupação e interesse.
Não me importo de ouvir o que vem de você, admito que às vezes eu levo tudo à ponta de faca, mas quem me conhece sabe que eu sempre acabo percebendo (num tempo hábil) o tamanho da tua razão, o tamanho do meu respeito e o quanto eu tenho ainda que aprender a ouvir.
Ah, vamos dar um viva para a igualdade entre os diferentemente iguais!

Silencie no grito, fale suavemente nos momentos mais intrigantes e ouça sempre. Mas nunca deixe de falar, de ouvir e de respeitar o que vem do teu próximo. Direito dado é palavra ouvida!