domingo, 15 de julho de 2012

Onde está a perfeição? Não quero saber!


Onde está a minha perfeição? Aonde eu devo acreditar que existam arestas que precisam ser aparadas e assim, definitivamente apagadas do meu currículo? Mesmo sendo esse pessimista que todos conhecem e me desmerecendo todas as manhãs quando acordo - eu reconheço SIM muitas das minhas virtudes (algo quase que raro), pego elas e carrego como se fossem troféus/medalhas e lustro-as para que não percam o seu brilho natural e que assim todos que me cercam possam me querer bem por eu ser do bem (essa rima ficou ridícula - risos).

Mas mesmo assim, rodeado de pessoas queridas e que eu tenho a total certeza que gostam e mim eu sinto muitas vezes que os meus erros/defeitos tomam um destaque, algo gritante como um outdoor de motel...

Não sei se isso ocorre por eu me cobrar de mais ou permitir ser cobrado, ou as duas coisas!

A tal reciclagem precisa agir com mais eficácia, sei que estou amadurecendo cada poro do meu corpo, me sinto melhor hoje – tanto por dentro quando por fora, mas as tais arestas precisam ser aparadas, ainda não estou pronto.

O que preocupa e não me deixa ir em frente é a incerteza do quanto às pessoas que gostam de mim estão realmente preparadas para esse meu amadurecimento, daí sim – colocarei  (indiretamente - diretamente) esse verdadeiro “gostar” a prova e saberei se o respeito é de igual para igual.

Mudar não é fácil, fácil é não querer ser melhor com o passar dos tempos, é se calar diante de interrogações/interjeições dúbias e com isso deixar de se permitir opinar...

É muito fácil se calar diante das vontades/anseios/desejos do teu próximo sempre...

"Errantes todos somos, não quero a perfeição/é chato/é fácil, o problema é deixar que os teus outros só percebam essa característica".