segunda-feira, 23 de maio de 2016

Que tal um mergulho (compassado)?



Como lidar com a vida de novo solteiro? Claro que solteiro mesmo já estou desde a primeira semana de janeiro, mas na prática mesmo eu me libertei faz pouco – refiro-me à liberdade convicta, aquela que nos faz sentir desprendidos de qualquer sentimento (pelo menos os bons foram mortos/degolados/trucidados – goela abaixo).



Me senti como se estivesse em alto mar, solto, praticamente largado no meio do oceano... Entre uma nova oportunidade de mergulho eu era quase forçado a descer cada vez mais fundo. O problema não era mergulhar (eu até gosto), mas ser assim forçado, não rola!
Esses relacionamentos ‘forçados’ já começam intensos e acabam te cegando ao ponto de não te deixar ver que logo ali na frente já existe uma ilha de problemas – diferenças críticas, peso da liberdade perdida, inconstante oscilação de sentimentos.. (falo por experiência própria)

E cada vez que eu tentava deixar claro esse meu modo de pensar e demonstrar que continuar era uma ideia tranquila, porém em um ritmo mais ‘compassado’ - compassado? Nunca pensei que escreveria/pensaria em algo assim.

Eu sentia como que uma mão me forçasse voltar a mergulhar e por reflexo (autodefesa) eu forçava contra, logo coagia e afastava. Uma pena porque o que eu queria mesmo era só voltar à superfície e respirar um pouco.

Respirar! Ah respirar...
Quando tu volta a respirar é indescritível.

Mas ainda estou disposto a fazer algumas aulas de mergulho, desde que me deixem respirar.


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